Setembro

  • 14º Domingo após Pentecostes
  • 06/09/2020
  • Trienal A
  • Sl 32.1-7
    Ez 33.7-9
    Rm 13.1-10
    Mt 18.1-20
  • 15º Domingo após Pentecostes
  • 13/09/2020
  • Trienal A
  • Sl 103.1-12
    Gn 50.15-21
    Rm 14.1-12
    Mt 18.21-35
  • 16º Domingo após Pentecostes
  • 20/09/2020
  • Trienal A
  • Sl 27.1-9
    Is 55.6-9
    Fp 1.12-14,19-30
    Mt 20.1-16
  • 17º Domingo após Pentecostes
  • 27/09/2020
  • Trienal A
  • Sl 25.1-10
    Ez 18.1-4,25-32
    Fp 2.1-4(5-13)14-18
    Mt 21.23-27(28-32)

Cores Litúrgicas


Cada cor tem uma representatividade litúrgica na comunidade religiosa.

É a cor menos utilizada durante o ano da igreja. É a cor para a Sexta-feira Santa e uma alternativa para a Quarta-feira de Cinzas. Preto é ausência de luz e nos faz lembrar que o céu ficou sombrio no dia da morte de Jesus, escondendo a luz do sol. O preto pode ser dispensado completamente se na Quinta-feira Santa se fizer o desguarnecimento do altar e guarnecê-lo novamente no Domingo da Páscoa. Ou seja, após o culto de Quinta-Feira Santa se tiram todas as toalhas e paramentos do altar, púlpito e ambão, para recolocá-los no Domingo da Páscoa. O simbolismo desse ato é lembrar que Jesus foi despido de suas vestes antes de sua morte, mas, no Domingo de Páscoa, ressurgiu vitorioso.

Sem dúvida, a cor azul nos faz lembrar o céu. A cor azul vem de tradição luterana sueca antiga e da antiga liturgia moçárabe (Espanha). Ajuda a distinguir o Advento da Quaresma. Em dias ensolarados, basta erguer nosso olhar para vermos a beleza do azul do céu. Por isso a cor azul é a preferencial para o período do Advento. Advento marca o início de cada ano litúrgico e é o tempo de espera pelo Natal. Cristo veio do céu, se encarnou, voltou ao céu e de lá retornará para nos levar para sempre junto de Deus no céu. Assim, o azul nos auxilia a termos em mente esta esperança da vida eterna.

Marrom é a cor da frieza da fé e da morte espiritual.

A cor cinza é um meio termo entre a cor preta e a branca. Ela tem sido usada para expressar a mortalidade do corpo e a imortalidade do espírito. No tempos bíblicos as cinzas eram usadas para demonstrar arrependimento. Por isso ela pode ser usada durante a Quaresma.

A cor verde é a que mais se vê durante o ano da igreja. Verde é a cor predominante na natureza. Naturalmente esta cor nos faz lembrar que ela está relacionada ao crescimento. Assim como a natureza cresce, o reino de Deus cresce em número e em conhecimento. O verde está presente do Segundo até o Penúltimo Domingo após Epifania. Depois, o verde reaparece do Terceiro até o Último Domingo após Pentecostes. Epifania é a manifestação de Jesus Cristo aos gentios. Portanto, a igreja de Deus vai se espalhando através do mundo pela missão dos crentes em testemunhar a sua fé. Os Domingos após Pentecostes são o Tempo da Igreja, durante o qual os ensinamentos de Jesus promovem o crescimento da igreja tanto em número quanto em conhecimento da Palavra, semelhante ao período da Epifania. Portanto, a cor verde no auxilia na lembrança de que o Reino de Deus e sua igreja crescem pelo ensino da Palavra de Deus.

Nos tempos de Jesus o roxo (ou violeta ou púrpura) era muito apreciado. A tintura era tirada de mariscos que tinham um fluido especial. As roupas com essa tintura eram muito caras, de maneira que somente ricos poderiam comprá-las. Interessante lembrar que Jesus vestiu um manto roxo somente uma vez, enquanto os soldados zombavam dele conduzindo-o ao Pretório, ridicularizando-o por ser um rei. Regista o evangelista Marcos: "Vestiram Jesus com um manto de púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos a puseram na cabeça dele" (Marcos 15.17). O roxo nos faz lembrar o desprezo que Jesus sofreu carregando em humildade nossos pecados até a cruz. Consequentemente, precisamos nos lembrar que, em humildade, devemos confessar nossos pecados e levar uma vida de arrependimento. Sendo assim, a cor roxa (violeta ou púrpura) é adequada para o período da Quaresma, quando, em humildade, nos preparamos, arrependidos, para a Festa da Páscoa que se seguirá.

Vermelho lembra fogo, calor, ardor, poder. Remete-nos ao Dia de Pentecostes, quando línguas de fogo pousaram sobre os discípulos e eles passaram a falar em outras línguas testemunhando o cumprimento das promessas em Cristo. Por isso também o vermelho é usado no Dia da Reforma, nos aniversários de congregações e templos, nas ordenações e instalações de pastores, enfatizando o triunfo da Palavra sobre o pecado, levando as pessoas à conversão. É o poder do Espírito Santo que se manifesta em levar as pessoas a invocarem o nome do Senhor. Assim, o vermelho também é adequado para nos lembrarmos do testemunho dos mártires que não hesitaram em permanecer firmes na fé, mesmo diante da morte. Eles nos servem de exemplo para que nós também fiquemos firmes na fé em qualquer situação.

Branco simboliza pureza, perfeição, santidade, alegria, paz, luz. Aponta para o que é Deus: Santo, puro, perfeito, fiel. É utilizado do Dia de Natal até a Epifania (manifestação de Jesus aos gentios) incluindo o Primeiro Domingo de Epifania, quando se celebra o Batismo de Jesus. Depois é usada no Último Domingo de Epifania para ressaltar a Transfiguração de Jesus. Reaparece na Quinta-feira Santa (dia da Instituição da Santa Ceia) depois no Dia da Páscoa e permanece até o domingo anterior ao Pentecostes, período em que também é celebrada a Ascensão de Jesus. Ainda, dentro do ano da igreja, é utilizado no Primeiro Domingo após Pentecostes, quando se celebra o Dia da Santíssima Trindade. Branco também é utilizado para a celebração de dias de santos não mártires, dias de Maria, dia de São Miguel e Todos os Anjos, Dia de Todos os Santos, Dia de Finados e Dia de Ação de Graças. O branco também nos ajuda a lembrar que, assim como Deus é puro ele também nos declara puros, pois ele nos promete: "Ainda que os pecados de vocês sejam como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve" (Is 1.18).

A cor dourada representa riqueza, valor, mérito, coroação. Dourado é ligado a trajes reais. É cor alternativa para a Páscoa, para representar Cristo, o Rei, que venceu a morte.