O que eu descobri: os sofrimentos


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15/01/2021 #Opinião #Editora Concórdia

Testemunho

O que eu descobri: os sofrimentos

Às vezes, coisas ruins acontecem com os filhos de Deus. E eu perguntei a Deus: Por quê?

Por que o Senhor Deus permitiu que isso acontecesse assim? O Senhor prometeu, por muitas vezes, proteger, amar e cuidar de todo aquele que é seu filho. O Senhor prometeu ser nosso guarda e defensor. E então eu perguntei a Deus: Por quê? Por que comigo? Por que com meu irmão em Cristo?

Deus não me respondeu conforme eu esperava. Mas ele me respondeu de uma forma que só com a sabedoria do seu Espírito Santo pude entender o que ele queria me dizer. Fazendo minhas devoções diárias, tocou-me o versículo de Gálatas 4.14, na NTLH, que diz assim: “O meu estado de saúde era uma prova dura para vocês”.

Passei a meditar em parte da história de Paulo: Paulo era apóstolo de Cristo (13º, como ele dizia). Algumas vezes, ele orava ao Senhor Deus por uma pessoa doente, pedindo-lhe a cura, e Deus lhe concedia o pedido. Paulo, pelo poder de Deus, podia curar os doentes. Mas ele próprio tinha uma doença à qual se referia como “um espinho na carne”. O apóstolo disse que três vezes orou ao Senhor pedindo a sua cura, e Deus lhe respondeu: “Não, a minha graça te basta”. Paulo argumentou que “se o Senhor me curar deste espinho, poderei servi-lo melhor”, mas Deus lhe disse “o meu poder se aperfeiçoa quando você está fraco”. E assim Paulo não pôde curar-se a si mesmo, mesmo sendo apóstolo de Jesus.

Mas Paulo sabia que, estivesse bem ou mal, doente ou são, com fome, com sede ou saciado, pertenceria a Deus, andaria contente em toda e qualquer situação, pois Deus é a única fonte verdadeira de Vida.

Por isso Paulo escreveu “minha doença é uma prova dura para vocês”, ou seja, para os outros, não para ele; também para nós, que não entendemos como Deus deixava seu próprio apóstolo sofrer. Nossa tendência, e também a dos irmãos da época, é pensar que Paulo não tinha fé suficiente, ou não merecia ser curado, ou não era verdadeiramente escolhido por Deus, ou, pior ainda, Deus não se importa com os nossos sofrimentos. Não entendemos porque tudo não vai bem com os Filhos de Deus!

Mas estudando todo o versículo de Gálatas, ele também diz que “os irmãos não o desprezaram por causa da sua doença”, ou seja, aceitaram-no como apóstolo, ou seja, aceitaram o seu Deus como único e verdadeiro Deus, todo-poderoso e amoroso. Então os irmãos passaram pela “dura prova”.

É estranho como Deus responde às nossas perguntas.

Mas eu aprendi a lição; seria muito fácil seguir um Deus que nos dá tudo de bom.

Não duvido do amor de Deus por seus filhos, não duvido do seu poder, não duvido dos seus cuidados, nem dos seus olhos sobre nós.

Mesmo que Deus me tire tudo e me deixe sofrer, eu continuarei com ele. Se ele me permitir, segurarei nas suas mãos; se a coisa estiver difícil, vou me agarrar nos seus pés. Sem ele não sou nada. Afinal, Senhor, para onde iremos? Tu tens as Palavras da Vida.

Mas a história não termina assim para nós. Depois da tempestade vem a bonança. Depois de passarmos pelas provações, sairemos fortalecidos como o ouro é moldado no fogo. Sairemos vitoriosos. Sentiremos o verdadeiro valor das palavras: “Entrega-te ao Senhor, CONFIA NELE E O MAIS ELE FARÁ”.

Nosso final será feliz. As provações duram só um pouco, porque Deus não gosta de ver seus filhos sofrendo. Comigo foi assim, será contigo também.

O espaço é curto para falar ainda em Jó,  na prova de Abraão...

Fica, quem sabe, para uma outra ocasião.

 

Jucimara Pospichil

Santo Antônio da Patrulha, RS

*Este texto foi publicado no Mensageiro Luterano de janeiro/fevereiro de 2015.

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